O
FESTIVAL

E(s/x)tirpe - Encontro para Celebração e Rito

É um festejo teatral, popular e ritualístico. É um encontro que se apresenta como um festival, mas que em seu desenrolar se mostra um grande e único ato performático de poesia e explosão.

Este festejo é um projeto do grupo Contadores de Mentira que há 25 anos cria e desenvolve arte na cidade de Suzano. Esta será a 4ª edição do Festival, que ocorre bienalmente desde 2014. Com exceção de 2020, onde o grupo optou por não o realizar devido à pandemia de Corona Vírus.

Desenho do logo do festival
E(s/x)tirpe

É um festival alinhado por uma dramaturgia cuja base é  memória, ruptura e assentamento de resistência cultural. É um rito onde se reúnem apresentações de grupos que possuem identidade nas margens onde produzem. Grupos que criam contágios em seus territórios.

Desenho do logo do festival
4ª Edição

Nesta 4ª edição, por conta da pandemia que ainda assola o país, o encontro será online, e o desafio foi elaborar para plataformas digitais um encontro potente e agregador, que mantivesse seu caráter principal de ser uma celebração.

Desenho do logo do festival
Curadoria

A cada edição o grupo propõe um tema que norteia a curadoria e as ações que serão realizadas naquela edição. Cada grupo ou artista convidado é cuidadosamente alinhado ao que naquele momento está sendo proposto como pergunta, afirmação ou provocação. Participar do encontro é um convite a fazer parte deste grande todo artístico.

Desenho do logo do festival
Rito

Todas as edições do Festival são tracejadas por ritos e banquetes. Eles criam a costura e os símbolos necessários para o acontecimento. Em cada edição estes ritos são pensados e realizados exclusivamente para a celebração do tema em questão. De modo que já tivemos construção de cabanas, danças no barro, assentamentos, plantios, cirandas gigantes, banquetes de corpos e alimentos, fogueiras em cantos e danças, queima da casa... 

Estes ritos criam demarcações, contestações, vitalidade, transcendência. Contudo, criar estes “Ritos” no contexto tão restrito em que estamos, com as demasiadas dores que estamos presenciando, e num formato online de experiência, se mostrou um enorme desafio e um enorme estímulo. De modo que nesta edição o RITO será apenas um. O grupo Contadores de Mentira se colocará em marcha. Para cada pessoa que partiu em razão da pandemia de corona vírus no Brasil, o grupo dará um passo. Será uma caminhada de mais de 540 mil passos.

Sairemos de nossa sede na cidade de Suzano rumo à nascente do rio Tietê, de encontro à vida, para ritualizarmos todas as perdas e saudarmos todas as vidas. 

Serão 3 dias de caminhada, na trajetória deixaremos pequenos atos poéticos pelas ruas, casas e mata. Esta foi a maneira que encontramos de habitar este momento com arte, transe e crença.